domingo, 9 de dezembro de 2012

INTERFERÊNCIAS

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O saudoso Oscar Niemeyer dizia que "A vida é um livro em que você vem para escrever algumas páginas e depois vai embora" . Possivelmente para esta obra escolhemos aguns passamentos com lições a serem aprendidas, com cenas a serem vividas, com perigos a serem enfrentados, com entreveros a serem evitados, com normas e regras a serem seguidos/obedecidos em um veículo que está sujeito a influências.
Uma história com objetivo de melhora, de evolução, de clareza na forma de ver, de sentir, de perceber, de ser,  de compreender. Mas com dribles a serem executados, com jogadas a serem aprendidas. 
Uma história longa, muito longa, na verdade eterna, dividida em atos e que é só nossa, é pessoal, intransferível, inalienável; com grandes rios ricos de vida, de possibilidades, de movimento e que têm afluentes; os caminhos têm estradas paralelas, desvios de percurso  e "atalhos".
A escolha dessas pequenas estradas e afluêntes a serem percorridos nos define e imprime a nossa digital de evolução. As interferências sempre estarão no nível das emoções, de algo que é muito profundo e definitivo. As mágoas, as anestesias, as fugas, as distrações, as alienações fazem parte do processo e a dosagem é à nossa escolha.
As interferências existem para que desenvolvamos a aguda percepção delas e observando-as, lenta e silenciosamente consigamos dribrá-las e sigamos com a nossa história. Evitá-las é impossível, o objetivo é identificá-las e administrá-las até que não mais estejam lá, que significa que já caminhamos o suficiente para que  sejam passado.
Na história que nos propusemos escrever, evitar as anestesias e as energias que não vibram com as nossas, talvez seja um bom método para lidar com as interferências que são inerentes a essa forma de existência, a humana.
Escrevamos páginas que valham a pena serem lidas, até porque, exemplos não nos faltam.

sábado, 1 de dezembro de 2012

A MÃE DO HERÓI

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Mãe é aquela de quem a gente lembra sempre e os outros também, em jogo de futebol, então!!!
Lembramos, nós e os outros, no dia das mães, nas brigas da escola, num desaforo na rua, numa topada, mas na hora da glória pouca gente lembra, fala ou se  remete a ela.
Por esses dias foi eleito presidente do Supremo Tribunal Federal, Vossa Excelência, o já ministro da casa, Joaquim Benedito Barbosa Gomes, nascido em Paracatu, Minas Gerais e filho da D. Benedita.
Um afrodescendente  oriundo de classe desfavorecida - pai pedreiro e mãe dona de casa - num país cujo marco do preconceito é a discriminação social e a reboque dela todas as outras: a racial, de gênero, de orientação sexual e etc...
Neste contexto penso na MÃE, sim, na mãe do ministro. Porque até o filhote sair do ninho, as orientações, a formação de caráter, o aparar de arestas da personalidade, a noção de civilidade, de sociabilidade é dada pela família, leia-se a mãe, salvo as exceções. E fico imaginando os conselhos depois das brigas na escola, dos bullyings - porque isso não é de hoje - as decepções normais com as meninas na adolescência e os conselhos de D. Benedita. Que mulher! que visão de vida! Que disciplina! que sabedoria!O que se faz depois que se sai do ninho, a postura que se tem, o caminho que se toma e em que se acredita tem a ver com o que foi ensinado lá atrás.
Independente de qual projeto político está sendo gestado para o Brasil em relação às políticas de inclusão, qual estratégia está sendo articulada para a construção de um novo herói e quais águas ainda passarão debaixo dessa ponte, ter sido a pessoa certa na hora certa para um "plano de salvação", ter conseguido chegar até o lugar do qual pudesse ser visto e cogitado para um objetivo, espero que nobre,  já é digno de admiração e mesuras.
O que esperamos é que o ministro honre sua mãe e não se deixe transformar em "puppet" de programas políticos salvadores da pátria, não se empolgue e não se deixe vender por trinta dobrões. Até porque, não enxerga quem não quer, já tivemos o primeiro operário presidente da república, a primeira mulher e agora o "plano Marshal" da república das bananas é o primeiro negro presidente da república e essa construção começou  em 2003, na sua indicação para ministro do STF pelo então presidente Lula.
O momento é explendoroso, magnífico, e é para ser curtido, registrado, cantado em todas as rodas, mas como dizia um antigo comercial...." E não é só isso"...
Independente de pra onde vá o andor o santo é de barro e foi dona Benedita da Silva Gomes quem educou. Palmas pra ela que ela merece.

domingo, 21 de outubro de 2012

SÍNDROME DE FIDÍPEDES

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Metáfora da vida. A atitude que traduz decisão e disciplina. Não canso de perscrutar o que é a corrida, por que é tão encantadora? por que me fascina? O que acontece com o corpo e com alma enquanto corremos? enquanto fazemos o que gostamos.
A paisagem mais bela, não importa qual seja, se  estou correndo, tudo fica bonito. As pessoas mais saudáveis da cidade, o bater cadenciado dos tênis no chão, o mar como testemunha, o trajeto mais fascinante do mundo, seja ele qual for.
A energia, o congraçamento, uma multidão que tem em comum a mesma paixão. Ilustres desconhecidos com suas alegrias, tristezas, dores, segredos e silêncios. Mundos que se pôem em movimento em direção à linha de chegada sem esperar ganhar, sem esperar pódium, sem querer prêmio, pois o maior prêmio é estar ali.
Uma festa a céu aberto, cada um com seus fantasmas, seus monstros a serem vencidos, com algo a provar para si mesmo. O público olhando, aplaudindo, saudando e quem sabe se animando a fazer o mesmo a partir de nós, de nossa atitude de vida e ode à saúde.
Fazer do tempo que temos aqui um parque de diversões, um exercício de paciência, disciplina e de  atenção introspectiva.
Os loucos que largam a cama cedo, correm à exaustão só para se sentirem vivos, saudarem  a vida, agradecerem pelo corpo,  louvando por todas as graças, dando um passo  após o outro por kilômetros e kilômetros.
Motivos pra correr?.... MUITOS, mas Lucho Runner os resume brilhantemente. Confira!



domingo, 14 de outubro de 2012

PEDREIROS DA HUMANIDADE

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Existe um tipo, um grupo, um 'nipe' de pessoas - como queiram - que "veem" o mundo  de forma diferente, são especiais, tem uma alma encantada e vieram como uma vocação sem igual...construir.
São tipos que acreditam nas pessoas, vêem além. Para além da aparência, para além do social, para além do presente, para além das forças contrárias.
Seu instrumento de trabalho são as pessoas. Têm síndrome de Miss, querem a paz mundial e um mundo melhor. E feito loucos, investem nisso, vivem no mundo das idéias, escolhem um pedaço do conhecimento e se jogam.
Diz a lenda, que educam filhos, fazem mercado e pagam contas. São imiscuidos com os demais e que disfarçam bem.  Um ou outro, de vez em quando, é descoberto por "bater de frente com o sistema".
São perigosos, trazem consigo umas mensagens subliminares subversivas, fomentam motins, lutam contra injustiças e até tentam descortinar o mundo.
São um tempero especial e são tão parecidos no brilho do olhar, acreditam em coisas tão fantásticas, que aos mais desavisados são capazes de cooptar.
São corajosos, vêm de um planeta com um coração enorme e que vêem na gente uma massa boa para moldar, mas o melhor é que eles se moldam juntos, crescem juntos, aprendem também, evoluem. Fazem de nós tijolo, pedra, areia, cimento, concreto, argamassa  e por fim constroem um prédio inteiro.
O mundo sem essas pessoas seria um eterno inverno com tentativas de outono mal sucedidas. Quem são? No nosso momento de evolução ainda os chamamos de PROFESSOR.
FELIZ DIA DO MESTRE!


sábado, 6 de outubro de 2012

CESTA BÁSICA

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Amor, amizade, carinho e afeição, são todos ítens da cesta sentimentos, todos nós os conceituamos, sabemos o que significam, os contextualizamos, mas nem todos os temos ou os vivemos.
Quem conhece o amor, a amizade verdadeiros, o carinho que não espera retorno, a afeição que não precisa ser confessada é um privilegiado, desfruta dos manjares da alma.
Encontrar um outro com quem tenhamos uma identificação silenciosa, o prazer de estar junto, sentir a falta em momentos especiais. estar feliz só com a presença, é encontrar um conhecido de outrora.
Alguém de antes, cujo nome não se sabe mais e não interessa, mas cujo brilho dos olhos, o timbre de voz, a sensação da energia, o gritar da alma não é estranho.
Alguém de quem não se quer saber da vida, basta estar nela. 
Alguém que mesmo não estando conosco sabemos que está.
Alguém que não precisa se explicar, entendemos.
Alguém que não precisa falar, escutamos.
Alguém que mesmo longe, está perto.
O amor que tanto deturpamos, maculamos e destruimos com nossa mesquinhez é o mais puro, o mais genuíno dos sentimentos e não está vinculado a uma relação estabelecida ou a rótulos determinados por um grupo, uma casta, uma sociedade.
O amor é caos, bagunça sem definição, apenas volatilidade de sentires.
Ter um amigo é ter uma alma gêmea a quem se reportar com o coração, com a mente, com o sentimento.
O mais puro amor de nossa civilização recebe o nome de AMIZADE.

domingo, 30 de setembro de 2012

JORNADA

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Jornada é um caminho, uma história. Uma jornada é feita de sonhos, planos, decisões, alegrias, tristezas, aprendizados....movimento. Uma jornada não é jornada se nada acontece, se ficamos parados. Jornada implica em agir, prestar atenção, ter presença de espírito.
Não importa se foi como planejada, o quanto deu certo ou  não deu, se o final foi triste ou glamouroso, o que importa na jornada é paisagem e o que aprendemos; quantos sóis vemos, sim porque ele é outro a cada dia; quantos mares e suas diferentes cores; quantos solos e suas diferenças; as diferentes umidades do ar; os frescores das brisas; as diferentes temperaturas, tipos de chuvas, vegetações e tempestades. Como reagimos a tudo isso e o quanto de tudo isso fica em nós.
Jornada é um presente que só nossos olhos, nossa pele e sentidos podem perceber. Jornada é a confiança da responsabilidade em nossas mãos. Não importa se ela será longa ou curta, o que importa é que seja o que precisamos, que tenha o que necessitamos para melhorar, crescer e virar outro nós.
Abrir mão da jornada é covardia, é devolver o presente, é não merecer a confiança. Abre-se mão da jornada   anestesiando-se ou entregando a outros as responsabilidades e cuidados que seriam nossos.
Jornada... a cruz agradável de carregar, pois é o que  precisamos e  o que pedimos.

domingo, 23 de setembro de 2012

CORPO

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A você que me possibilita sentir.
A você que me faz existir numa forma que se integra, se relaciona.
A você que me possibilita saber o que é a emoção do riso, do choro, do gozo.
A você que me leva onde quero.
A você que me possibilita calçar um sapato, vestir uma roupa, pertencer a um meio. 
A você que é meu companheiro, fiel, leal, meu outro eu.
A você que me possibilita respirar e sentir a leveza de ser cheio de vida, que me permite sentir a suavidade da tez de uma flor, o calor de uma outra pele, enxergar o brilho do olho do outro e que através dos hormônios dão a essas experiências outro tom, outro viés, outro sentir.
A você que é o presente, a condição de existir nesse mundo, meu muito obrigada!
Obrigada por perdoar os maus tratos de uma fase sem conhecimento.
Obrigada pelas recuperações estupendas, pelas respostas rápidas, pela disposição, pela alegria, por me ensinar o que é dor primitiva e o que é prazer primitivo.
Obrigada por me ensinar a olhar, a perceber, a me cuidar, a me dar limites.
Obrigada por me ensinar a respeitar as leis da física.
Obrigada por me ensinar a diferenciar os amores físicos dos amores espirituais.
Obrigada por promover essa festa que é VIVER.